13 de dezembro de 2015

Vale a pena assinar a TAG?

Imagem: Reprodução TAG Experiências Literárias


Há algum tempo fiquei realmente interessada num clube do livro que prometia um exemplar por mês, alguns mimos e uma revista exclusiva - tudo isso dentro de uma caixa fofa.

Filha de pai assinante do extinto Círculo do Livro, cresci em meio àqueles títulos que chegavam mensalmente da Editora Abril, sempre após o pedido do assinante da casa. Talvez tenha sido essa a principal motivação para que eu também me interessasse por um clube.

O objetivo de ambos é oferecer aos sócios boas leituras, mas há uma diferença muito grande entre eles (e que me fez pensar por vários meses até me decidir): se no antigo Círculo, o leitor escolhia previamente o título que lhe seria enviado, na TAG não há esse controle. Os livros que chegam não são escolhidos pelo assinante e sim por um curador ou curadora, previamente escolhido pela equipe da TAG.

Não há como saber o livro que será enviado no próximo mês. Pura surpresa.

Assinei no final de outubro, então recebi uns e-mails calorosos e meu primeiro kit no mês seguinte. O curador daquele mês era o professor universitário Clóvis de Barros Filho, que selecionou um título francês. Gostei tanto do kit e do bom conteúdo da revista que refiz meu plano com eles: se antes eu receberia um livro a cada 3 meses, optei pelo plano mensal.

O kit de dezembro já chegou e ao abrir a caixa eu até me emocionei um pouquinho. Desculpem aí o sentimentalismo exarcebado mas é que eu não esperava um título de um dos meus autores favoritos.

Mas agora vamos ser racionais e bonitos:

- Acho que só vale a pena assinar se você estiver disposto a consumir os títulos enviados e conhecê-los de verdade. É possível que você saia da zona de conforto dos títulos fáceis de digerir em uma tarde, então esteja pronto para isso.

- Outra coisa importante: é necessário ter tempo hábil. Se sua fila de livros por ler já está gigante, tenha calma, coração...

...porque não é barato. Aí é que está o grande problema. São R$69,90 mensais para receber a caixinha. Se você fizer as contas, sabe muito bem que com essa mesma quantia consegue adquirir uns três livros legais ali na Amazon Brasil. Com bastante empenho, uns dois na Saraiva física no shopping. Talvez um bem legal na Cultura da Paulista, com direito a troco.

Se fizermos a conta anual, ficaremos assustados pelo valor que gastaríamos por 12 livros.

Eu sei que há mimos e há uma revista, mas ainda assim é salgado.

- Como auxílio nessas horas de angústia, há a chance de suspender o recebimento por alguns meses ou até mesmo trocar o kit se você acha que já leu ou já possui o título que será enviado (você descobre isso através do release que eles mandam antes de enviar o kit até você).

- O canal de comunicação entre o sócio e o pessoal da TAG é bem bacana e eles nunca te deixam sem resposta. Acreditem, eu testei. E tudo o que está neste post foi dito a eles em e-mail quando eu mudei de plano. A resposta que me deram é que eles já estudam a possibilidade de abaixar o preço e oferecer planos diferenciados para o pessoal.

Vamos torcer por isso.

Se você quiser viver a experiência e exercitar a curiosidade, vale a pena.


  • Clicando aqui você vai entender melhor como funciona o clube.
  • E clicando aqui você confere a fan page da galera.



Por Eliana Lee

24 de novembro de 2015

Dois filmes (leves e fofos) para quem gosta de escrever



Novembro é mês de #NaNoWriMo (post aqui) e teve muita gente do mundo todo participando e escrevendo bastante nos últimos dias.

Existem vários filmes com essa temática (a maioria excelentes!), contando a história de autores famosos ou simplesmente mesclando realidade e fantasia de um jeito, digamos, bem literário. No entanto, separei dois filmes atuais e que talvez tenham passado despercebidos aí por você por N motivos.


1- Deixa Rolar (Playing it Cool, 2015)


Com esse título blé, é possível que essa comédia romântica tenha passado batido. Mas o caso é que com Chris Evans e a maravilhosa Michelle Mounaghan, o filme vai além do esperado.

O filme conta como um roteirista se vê em apuros quando precisa desevolver o roteiro do novo filme com a atriz Ashley Tisdale. Ele está vivendo um bloqueio amoroso há muito tempo e simplesmente não consegue desenvolver a história para o projeto, simplesmente por não acreditar no romantismo. No meio do processo, bem ao acaso, conhece a imperfeita personagem da Michelle Monaghan. Ela é sarcástica, debochada e pouco ligada a convenções. O envolvimento dos dois é inevitável, mas há um problema: a garota está noiva, prestes a se casar.

Motivos para assistir: não vou te iludir, dizendo que o filme é maravilhoso, porque não é. O roteiro é muito simples e o final previsível. No entanto, se você gosta de escrever e de ouvir histórias, vai se identificar MUITO com o personagem de Evans. Toda vez que o roteirista ouve uma história, ele sempre a imagina romanceada e se coloca dentro dela.

As cenas são simplesmente hilárias, mas talvez parecem bobas para quem não tem essa "mania" de ver a vida através as histórias. Um detalhe curioso é que nem o personagem dele nem o dela possuem nomes. A ideia é que possam ser qualquer um de nós. E que sim, podemos viver as aventuras que quisermos.




2- Virando a Página (The Rewrite, 2015)


Aqui o roteirista oscarizado é Keith (Hugh Grant), que se vê em meio ao desemprego, problemas financeiros e à indiferença dos grandes do cinema atual.

Ele aceita então o trabalho como professor de cinema na universidade de uma cidade pequena, apesar de odiar a ideia a princípio. Mal humorado, machista e com total falta de prática na lida com as pessoas ele acaba se deparando com alunos muito especiais. Entre eles, a mãe de duas filhas, Holly (Marisa Tomei), que vai fazê-lo repensar opiniões e sentimentos.

Motivos para assistir: vale a pena a discussão sobre o protagonismo feminino no cinema e na literatura atual - as opiniões de Keith dão pano pra manga!

Outro ponto interessante levantado é como as nossas experiências afetam diretamente nossos textos (se você é do tipo que gosta de escrever quando tudo a sua volta desmorona, por exemplo, vai entender o que estou dizendo); e como a fama é efêmera: os atores passam, só as histórias ficam.

E até que ponto a escrita pode ser ensinada. Ela é um dom? Existem técnicas? O cenário real ao redor do escritor é parte primordial naquilo que ele cria?

Vale a pena conferir.




Por Eliana Lee


8 de novembro de 2015

#MulheresEPáginas Novembro e Dezembro



Chegamos ao último bimestre do nosso desafio literário. Eba! Vamos comemorar! Ficamos muito felizes de ver a hashtag rolando nas redes sociais, posts em blogs amigos e até mesmo vídeos produzidos por alguns booktubers. Compartilhamos tudinho na nossa fan page e agradecemos de coração a todos os que participaram.

Agradecemos também a quem se propôs a ler uma autora em determinado momento deste ano, inspirado pelo nosso desafio, mesmo que não tenha conseguido postar a respeito. O grande propósito, o grande barato mesmo, é LER.

Ler muito, ler sempre. Dar chance a vozes novas para ouvir o que elas tem a dizer. Fugir do comodismo e conhecer novas histórias.

Nosso último "desafio" do ano (se é que podemos chamar de desafio algo tão agradável assim) é ler sua autora favorita. Isso. A única regra do último bimestre é ler a queridona do coração. Vale releitura também. Só não se esqueça de contar para gente a sua escolhida da vez.

Obrigada por tudo! 


Relembrando as regrinhas:


- Escolha o livro da vez baseando-se no tema do bimestre.

- Os "bônus" são poesias e contos. Assim você pode conhecer e ler mais do que uma autora durante o bimestre (não obrigatório).

- Conte para nós o que você está lendo através das redes sociais usando a hashtag #MulheresEPáginas. Vale TwitterInstagramFacebookPinterest... Aproveita para seguir a gente por esses canais também :)

- Se você tem um blog e quiser postar sobre o livro, avise-nos no mural da nossa fan page para que possamos divulgar sua resenha.

Se houver alguma escritora que você queira sugerir, deixe nos comentários deste post para que possamos acrescentar às dicas durante o bimestre.  



Para conhecer os outros temas para o ano todo, clique aqui.






3 de novembro de 2015

#MulheresEPáginas: Confissões de adolescente - Maria Mariana




O livro Confissões de adolescente tem o texto na forma de roteiro de teatro e com um visual bacana de diário de menina. Ele teve muita importância para as garotas dos anos 90 porque naquela época não havia espaço para as meninas compartilharem suas confidências e dúvidas mais íntimas. E por abordar tudo isso em suas páginas, esse livro abriu o caminho para que a sociedade e a mídia começassem a considerar os conflitos que as garotas viviam.



Maria Mariana tinha 18 anos quando adaptou o conteúdo do seu diário de adolescente para um roteiro de teatro. Ela mostrou o texto para o pai que era diretor de cinema e que gostou da ideia. Ele deu todo o apoio e suporte necessário para a produção. Então Mariana convidou mais três amigas atrizes para encenar a peça com ela. E em março de 1992, Confissões de adolescente - a peça - estreou no Rio de Janeiro. 



No palco as quatro jovens confessavam os fatos íntimos da adolescência: o primeiro beijo, as paixões, o primeiro baseado, a “transa”, os problemas com os adultos, etc. Tudo era retratado com humor e poesia.


Elenco da primeira montagem: Patrícia Perrone, Maria Mariana, Carol Machado e Ingrid Guimarães. 
Foi um escândalo para a época, porque nos anos 90  as adolescentes eram idealizadas na mídia e protagonizavam apenas papéis românticos de meninas dedicadas aos estudos e à família . Nada de diálogos sobre os desejos, as impressões e anseios femininos. Porém, a peça de Maria Mariana destacava quatro garotas com um discurso sincero sobre os conflitos e dúvidas que a maioria das adolescentes viviam. Elas tocavam em assuntos que os pais (e a sociedade) preferiam não discutir. Por isso gerou muita polêmica.

O espetáculo fez sucesso e recebeu elogios da crítica. E no mesmo ano, o roteiro original foi transformado nesse livro.

Confissões de adolescente marcou a geração de 90.  Não ficou só no teatro e no livro. Foi para a TV em formato de seriado (muito elogiado e premiado). E em 2014 foi feita uma releitura para o cinema: Confissões de adolescente - o filme.

Sobre a diagramação, o livro tem detalhes bonitos que trazem a nostalgia dos diários de antigamente. Tem músicas e poemas manuscritos com letras cheias de corações e exclamações. 



A linguagem do livro retratada as falas de quatro amigas. Há gírias, muitas metáforas, hipérboles, palavrões, humor, etc. Um dos capítulos se chama “Mi fú!” e a Amiga1 conta para as outras as desventuras de seu dia comum de garota de 13 anos...



Depois desse livro, Maria Mariana continuou escrevendo. Colaborou com textos para a revista Capricho, protagonizou e escreveu os episódios de Confissões de adolescente para a TV Cultura. Escreveu roteiros para a série Malhação, O Sítio do Picapau Amarelo e A diarista. Atuou nos seriados Um Menino muito Maluquinho, A Grande Família e As Cariocas. Ela fez uma pausa quando se tornou mãe. Hoje tem quatro filhos, e um deles é uma adolescente. Dessa experiência materna surgiu outro livro, o Confissões de mãe. 

Escritora, atriz, autora e roteirista de teatro e Tv... Por tudo isso escolhi Maria Mariana para o Desafio #Mulheres e Páginas - etapa Escritora polivalente.

Indico Confissões de adolescente principalmente para quem foi/é fã da série e do filme. As páginas têm textos curtos, sendo possível lê-lo em uma hora. E nas edições mais recentes, no final do livro, há um texto lindo onde a autora brinca com a ideia de se pudesse ter sido a mãe dela naquela época,  o que ela gostaria de ter dito:


"Fiquei brincando de pensar — se tivesse sido mãe de mim mesma naquela época, o que gostaria de ter me dito:

• Querida, acorde mais cedo. E mergulhe no mar sempre que possível. Deixe o mar lavar esta melancolia, limpar sua autoestima.

• Não leve tão a sério o turbilhão ambulante de emoções e sentimentos que você é.

• Não perca tempo procurando respostas definitivas. Essa vida é uma caminhada, na qual temos sempre muito que aprender.
• Para que esta cobrança? Você não precisa, aos 18 anos, saber o que quer, saber quem é, saber do que gosta e do que não gosta. Devagar fica mais gostoso de descobrir os sabores da vida. Fale mais “não sei”. É fácil. Para alguma dúvida existencial, responda: não sei ainda. Pronto. Fique em paz.
• Só através da paz se chega em algum lugar. (...)" 
- trecho do texto final de Maria Mariana.


Por Elis Rosa




Ficha técnica:
Confissões de adolescente

Autora: Maria Mariana
Editora: Nova Fronteira
Ano:2013 
Páginas 128

22 de outubro de 2015

O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman


Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso.

Sentado à beira de um lago (que uma amiga costumava chamar de "oceano"), o personagem principal da trama começa a relembrar de acontecimentos fantásticos e assombrosos que marcaram sua infância.

Aos 7 anos de idade, ele (que não nos é apresentado por seu nome) viu sua vida se transformar após o suicídio de um inquilino na fazenda em que morava com os pais. O corpo fora achado dentro de um carro e a partir daí, acontecimentos estranhos começam a surgir na vida e na família do menino.

Ele se abriga na casa e passa a conviver com com Lettie, a garota mais nova que mora com duas outras mulheres na fazenda vizinha: Ginnie e a velha Hempstock (anote aí os simbolismos possíveis: 1. infância, vida adulta e velhice; 2. as três parcas que cuidam e costuram destinos; e 3. personagens de Stardust, talvez..?)

As coisas começam a ficar realmente assustadoras com a chegada inesperada de Ursula Monkton, uma misteriosa babá que passa a viver na casa do protagonista e jogar com sua vida de maneira arbitrária e aterrorizante.

O Oceano no Fim do Caminho é um livro fantasioso, que mostra como a imaginação de uma criança consegue criar recortes e situações únicas, principalmente quando se deparam com situações difíceis. As lembranças sobre as quais lemos são todas do ponto de vista do menino, cheias de mistério e acontecimentos sobrenaturais. No entanto, se confrotarmos com as cenas em que seus pais aparecem, não vemos nenhum tipo de mágica. Tudo é frio e "normal" na vida adulta.

Creio que o principal desafio do livro seja entender o que é a realidade; o que é a verdade de cada um e como ela pode ser afetada pela subjetividade.

A babá antagonista, um verdadeiro monstro capaz de desfazer sua família; as três mulheres bondosas capazes de curar feridas do tempo e protegê-lo nos momentos difíceis (fuga), e o lago que aos olhos da criança parece um oceano sem fim: tudo é um desenho mágico na narrativa do personagem principal, hoje em dia com a capacidade de imaginar o sobrenatural abalada pela vida adulta.

Ouvi tantos comentários exaltados e rumores na internet sobre este livro, que achei que deveria conhecê-lo melhor. No entanto, talvez eu tenha esperado demais por um clímax que não veio, por uma explicação que eu não tive.

Cega pela vida adulta, talvez, achei a narrativa um marasmo total, mesmo gostando de pensar sobre os simbolismos de cada personagem. Gosto de fantasia, mas em determinado momento da história, eu simplesmente não via a hora de terminar logo aquilo. Não posso dar a nota A que a maioria leitora do romance deu. A nota no Skoob é altíssima, as resenhas em vídeos do YouTube elevam o livro à oitava maravilha do mundo. E peço desculpas por não compartilhar do empolgamento generalizado pela obra. 

Apesar de falar lindamente, poeticamente, simbolicamente e todos os outros -mente possíveis, no fim das contas, esse pequeno lago na fazenda, para mim, não se tornou oceano. Continuou água parada e sem graça; e talvez esse incômodo seja o objetivo principal do autor. Afinal não é sempre que a gente se vê forçada a olhar de novo o mundo e encarar nossos problemas com os olhos imaginativos de uma criança.


mas com uma vontade significativa de dar um C


Por Eliana Lee


PS: À época do lançamento, nós fizemos alguns posts aqui no blog sobre trabalhos de Neil Gailman. Confira: aqui e aqui.


Ficha Técnica:
O Oceano no Fim do Caminho
Título Original: The Ocean in the End of the Lane
Tradução: Renata Pettengill
Editora: Intrínseca
Ano da edição: 2013
Páginas: 208

18 de outubro de 2015

Exposição: Frida Kahlo




A exposição Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas propõe um diálogo entre um grupo de mulheres artistas mexicanas e estrangeiras vinculadas ao surrealismo, que gira em torno da figura de Frida Kahlo como detonador de uma série de influências e movimentos geográficos entre México, Europa e Estados Unidos. Algumas dessas mulheres compartilharam com Kahlo não apenas a amizade, mas também o interesse pelo resgate da cultura mexicana e das tradições de sua terra natal.

Das 143 obras realizadas pela mexicana Frida Kahlo, 20 estão expostas no Instituto Tomie Ohtake até 10/01/16; exposição que tive o prazer de visitar na última quinta-feira :)

Além das pinturas, a mostra também traz ilustrações, fotografias e roupas (super coloridas); réplicas dos trajes que a artista costumava usar e que ajudaram a imprimir a figura marcante que conhecemos dela hoje em dia.

O melhor de tudo, no entanto, é o diálogo estabelecido entre as obras de Frida com as de outras outras mexicanas contemporâneas, cujos trabalhos valem muito a pena conhecer.

Fiquei simplesmente encantada com as pinturas de Remedios Varo, por exemplo. Varo consegue transportar para suas telas um mundo surreal tão palpável quanto brilhante, cuja atmosfera sombria não é capaz de lhe tirar o encanto e a magia dos detalhes que sempre parecem contar uma história fantástica à la Tolkien ou C.S. Lewis.





A exposição acontece no Instituto Tomie Ohtake (Av Faria Lima, 201), em São Paulo. Gratuita às terças-feiras, R$10 nos outros dias da semana. É possível adquirir o ingresso com antecedência e evitar filas, através do aplicativo ou do site www.ingresse.com. A curadoria é de Teresa Arcq.



15 de outubro de 2015

Professores mais queridos dos filmes


O cinema sabe como retratar a importância dos professores na vida dos estudantes. A sala de aula - com todo o seu drama, conflitos e diversidade - proporciona o cenário perfeito para muitos filmes que destacam a relevância dos educadores na formação das mentes jovens. 

Preparamos uma lista com onze dos melhores professores e professoras que você pode encontrar nos filmes. No formato de drama, comédia ou biografia, são histórias inspiradoras com protagonistas que se tornaram muito queridos, seja ficcionais ou reais.

11- Um Tira no Jardim de Infância (1990)
O detetive John Kimble (Arnold Schwarzenegger) precisou assumir o papel de professor por causa de uma investigação. Até conseguir se ajustar como mestre, Kimble passa por situações muito engraçadas envolvendo os pequeninos alunos e a comunidade escolar.  

10- Escola de Rock (2003)
Dewey Finn é um músico que foi demitido de sua banda. Por causa das várias dívidas acumuladas e sem ter outra ocupação, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma rígida escola particular. Com seu jeito “roqueiro” e improvisado de ensinar, Dewey conquista os alunos. Ele forma uma banda com algumas das crianças e os inscreve num concurso, sem que os pais saibam. Então ele precisará ser cauteloso.
Há cenas muito engraçadas envolvendo a “didática” do professor Dewey além do questionamento das posturas autoritárias dos pais.

9- Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Conta a história do professor de literatura John Keating (Robin Wiliams) e seus métodos intransigentes de ensinar poesia numa escola tradicional preparatória para jovens. Ele destaca o Carpe Diem (aproveite o dia) e instiga os estudantes a pensarem por si mesmos e a perseguirem os próprios sonhos, além de desafiá-los a ver o mundo de um jeito diferente. O filme venceu o prêmio de Melhor Roteiro Original no Oscar de 1990.

8- Meu Mestre, Minha Vida (1989)
O autoritário Joe Clark (Morgan Freeman) é convidado por seu amigo a assumir o cargo de diretor numa escola problemática. Com seus métodos baseados na imposição, Clark se dedica a transformar o colégio - desestruturado por conflitos de gangues e tráfico de drogas - em um ambiente de acolhimento e formação para os jovens. No início, sua arrogância e métodos assustam a todos (o uso de bastão de baseball e megafone, por exemplo), porém, assim que os resultados positivos vão surgindo, o diretor conquista alunos e professores.


7-Mr. Holland - Adorável Professor (1995)
No drama,  Richard Dreyfuss faz o papel do professor Glenn Holland que dá aulas de música e que tem o sonho de compor sua própria sinfonia. O filme destaca sua dedicação para conquistar o interesse dos alunos e a luta para defender a importância da música como disciplina. Também há os conflitos da vida familiar que o faz esquecer dos seus sonhos. Quando Holland está quase se aposentando, recebe uma linda e emocionante homenagem.

6-Ao Mestre com Carinho (1967)
Após ficar desempregado, Mark Thackeray (Sidney Poitier) aceita lecionar numa escola na periferia de Londres. Os jovens indisciplinados e violentos tornam-se num grande desafio para ele, além do preconceito enfrentado por ser negro. Aos poucos, Thackeray consegue impor respeito e conquistar a amizade dos estudantes. A linda canção To Sir, with Love da cantora Lulu, que também protagoniza o filme, permaneceu várias semanas entre as músicas mais tocadas nas rádios da época (EUA e Europa).

5- Mentes Perigosas (1995)
Louanne Johnson (Michelle Pfeiffer) é uma ex-oficial da marinha que abandonou a vida militar para ser professora. Começa a lecionar num colégio que recebe muitos estudantes negros, latinos e na maioria filhos de famílias pobres. Um dos obstáculos que ela precisa enfrentar é a rebeldia dos alunos. Após fracassar usando os métodos convencionais, ela tenta alguns recursos incomuns como barras de chocolate, arte marcial e competições com músicas do Bob Dylan. Com essas estratégias ela supera várias barreiras e se aproxima dos jovens.
4- O sorriso de Mona Lisa (2003)
Nos anos 50, a professora Katharine Watson (Julia Roberts) consegue emprego num colégio de elite para lecionar História da Arte para garotas extremamente inteligentes. Sua postura feminista entra em choque com conservadorismo da instituição e das próprias estudantes, que apesar de serem cultas e intelectuais, concordam com os ideais da sociedade machista que supervaloriza o casamento e o papel de dona de casa submissa. Katharine se mantem contra às normas e luta para inspirar as alunas a confrontarem os desafios da vida.

3-Escritores da liberdade (2007). 
É baseado na história real da professora Erin Gruwell (Hilary Swank) que assume as aulas numa escola marcada por conflitos raciais e étnicos. A dedicação de Gruwell para encontrar uma maneira de envolver os estudantes problemáticos é verdadeiramente comovente e inspiradora. A importância da leitura e as referências ao livro O diário de Anne Frank são fatores admiráveis no filme. 
Ao longos dos anos, muitos estudantes também se tornaram professores por causa dela.

2- Como estrelas na Terra (2007)
O filme conta a história de Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre com dislexia e já repetiu uma vez a terceira série. Para ele as letras “dançam” durante a leitura e não consegue prestar atenção e acompanhar as aulas. Seu pai acredita ser falta de disciplina e decide transferir Ishaan a um internato. A mudança só faz o garoto regredir ainda mais na vontade de aprender, gerando o isolamento e a depressão. Até que um professor substituto chamado Shankar Nikumbh  assume as aulas de artes e logo percebe a situação crítica de Ishaan. Ao constatar a dislexia do garoto, o mestre modifica suas aulas com o objetivo de resgatá-lo e devolver-lhe a alegria da infância.
Há cenas emocionantes e detalhes surpreendentes, principalmente quando se destaca as grandes personalidades da ciência que eram disléxicas. Outro ponto importante no filme são os recursos usados para que os espectadores tenham uma compreensão mais significativa da dislexia. 


1- O líder da classe (Front of the class, 2008)
O filme conta a história real do professor Brad Cohen (Jimmy Wolk), que tem Síndrome de Tourette (um distúrbio neurológico que causa tiques e espasmos involuntários). Ele foi diagnosticado com o problema aos 6 anos. Desde então sua vida escolar foi difícil por causa da ignorância dos professores e dos outros estudantes, até que um diretor o fez ser aceito por todos. Essa inclusão influenciou a sua escolha de se tornar professor. A luta para ser aceito como docente, a busca da compreensão dos pais da comunidade escolar e sua dedicação à profissão são retratadas de forma comovente. Cohen sempre considerou a síndrome de Tourette como um tipo de companheira e assim nunca deixou de fazer as coisas que mais gosta, sendo essa sua principal lição como professor.




Por Elis Rosa

12 de outubro de 2015

Memórias inventadas - A segunda infância, Manoel de Barros




Memórias inventadas: a segunda infância é um pequeno livro que Manoel de Barros nos presenteou em 2005. Literalmente é um presente porque não há capa, mas uma caixinha estreita que guarda as páginas soltas, cada uma contendo um poema com uma ilustração bem colorida. E um laço de cetim é o fecho que deixa tudo mais belo e singular. 

Essa diagramação das folhas permite que a leitura dos poemas seja em qualquer ordem... Avulsas, misturadas, juntas... como devem ser nossas recordações acriançadas.

A leitura é envolvente. São poema narrativos com imagens poéticas que despertam muita ternura. Como o próprio autor diz, ele foi um menino que brincou pouco e não foi peralta tanto como gostaria. Por isso Manoel de Barros usa as palavras para recompor as lembranças do que fez e não fez. Assim o poeta tem uma segunda infância pelas memórias.
“Porque se a gente fala a partir de ser criança, a gente faz comunhão: de
um orvalho e sua aranha, de uma tarde e suas garças, de um pássaro e sua
árvore. Então eu trago das minhas raízes crianceiras a visão comungante e
oblíqua das coisas. Eu sei dizer sem pudor que o escuro me ilumina. É um
paradoxo que ajuda a poesia e que eu falo sem pudor. Eu tenho que essa
visão oblíqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia
transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos.
Era o menino e o sol. O menino e o rio. Era o menino e as árvores.”
Manoel de Barros tem a consciência das tradições que comandam a realidade, mas aprecia o abstrato e o irreal, principalmente das coisas “desimportantes” do cotidiano. Ele afirmava que uma inocência infantil nas palavras é saudável diante do mundo tão "tecnocrata e impuro".
“Eu não amava que botassem data na minha existência.
A gente usava mais era encher o tempo. Nossa data
maior era o quando. O quando mandava em nós. A
gente era o que quisesse ser só usando esse advérbio.
Assim, por exemplo: tem hora que eu sou quando uma
árvore e podia apreciar melhor os passarinhos. Ou:
tem hora que eu sou quando uma pedra. E sendo uma pedra
eu posso conviver com os lagartos e os musgos. Assim:
tem hora eu sou quando um rio. E as garças me beijam
e me abençoam. Essa era uma teoria que a gente inventava
nas tardes.”
Sempre que leio Manoel de Barros fico dividida entre a surpresa por seu estilo e a emoção da poesia. Por isso indico as obras dele, em especial essa para homenagear o Dia das Crianças.

Infelizmente há quase um ano esse poeta faleceu. Ele é chamado carinhosamente de poeta menino, poeta de quintais e passarinhos. Para mim, sempre será aquele que faz versos que deixam meu coração mais "crianceiro".



Excelente


Por Elis Rosa 

Ficha Técnica
Memórias inventadas: a segunda infância
Autor: Manoel de Barros
Editora: Planeta
Páginas: 74
Ano da edição: 2006

11 de outubro de 2015

Joyland - Stephen King



Sinopse: Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. 

Comprei o livro porque a capa ótima e a sinopse interessante me fizeram crer que era hora de ler alguma coisa do Stephen King. O meu conhecimento sobre o autor é raso e seria inexistente se eu não tivesse assistido pelo menos a alguns filmes, adaptações de obras suas, aqui e ali pela vida.

Mas ler Joyland não foi necessariamente a experiência que eu esperava ter. Escrito em forma de memórias, o protagonista Devin Jones nos conta a respeito de um verão muito especial na década de 70 quando fora trabalhar em um parque de diversões.

E, mesmo depois que todos os empregados temporários do parque vão embora dar continuidade a suas vidas, Devin pede para ficar, por mais um ano, até o próximo verão. Ele sente que precisa continuar ali e descobrir o verdadeiro assassino da jovem Linda Gray (cujo fantasma já foi visto por várias pessoas em um dos brinquedos do parque), além de entender qual o verdadeiro sentido de sua vida e o que realmente pretende fazer quando entrar de uma vez por todas nas preocupações da idade adulta.

Como não tinha lido nada do autor anteriormente, me faltam parâmetros para comparar Joyland com outras obras. Ainda assim me arrisco dizer que se você espera uma história de terror com altas doses de medo este não é o livro ideal. Joyland trata muito mais de lembranças, sensações nostálgicas, escolhas que fazemos na vida e situações que podem mudar quem somos e o que pretendemos ser no futuro do que qualquer outra coisa.

O sobrenatural aqui é quase um detalhe simples, não o foco principal. Ele está presente, é claro, mas em doses delicadas demais para serem tomadas como cenas de terror.

O já velho Devin, ao nos contar sua história, nos enche de conselhos interessantes e um olhar divertido, embora austero, do que é a juventude; e isso para mim foi interessantíssimo. Não sei se já é marca pessoal do autor (de novo a falta de parâmetros), mas me agrada demais quando o narrador faz parênteses para conversar com seu leitor ensiná-lo sobre determinada coisa e fazê-lo sentir que está ouvindo um amigo próximo lhe contando uma história.

No fim das contas um livro ágil com enredo interessante que, antes de te assustar, vai muito mais te comover. 

Por Eliana Lee


Bom


Ficha Técnica
Joyland
Autor: Stephen King
Tradução: Regiane Winarski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 240
Ano da edição: 2015

20 de setembro de 2015

#MulheresEPáginas: Setembro e Outubro


Demoramos MUITO mais do que o previsto para fazer este post de abertura do penúltimo bimestre do nosso Desafio Literário. Alguns contratempos acabaram atrasando nossos planos. :( Mas aqui estamos nós, prontinhas para mais uma "missão"! Eba!

Em setembro e outubro, vamos ler uma autora brasileira. SIM, QUALQUER UMA DELAS. A escolhida da vez precisa ter nascido em solo tupiniquim. E essa, a gente jura, é a única "regra" do mês. Como sempre, preparamos uma listinha básica com nomes conhecidos (e outros nem tanto assim), mas contamos também com as sugestões de vocês (que tem sido super valiosas! Obrigada!).

Vale lembrar que sempre incluímos autoras nacionais nas sugestões dos outros temas. Para conferir quem já esteve na nossa lista de sugestões, você pode conferir aquiaquiaqui e aqui.

O tema segue até o fim do mês de outubro. Conte para gente sua escolha nos comentários deste post.




Relembrando as regrinhas:


- Escolha o livro da vez baseando-se no tema do bimestre.

- Os "bônus" são poesias e contos. Assim você pode conhecer e ler mais do que uma autora durante o bimestre (não obrigatório).

- Conte para nós o que você está lendo através das redes sociais usando a hashtag #MulheresEPáginas. Vale TwitterInstagramFacebookPinterest... Aproveita para seguir a gente por esses canais também :)

- Se você tem um blog e quiser postar sobre o livro, avise-nos no mural da nossa fan page para que possamos divulgar sua resenha.

Se houver alguma escritora que você queira sugerir, deixe nos comentários deste post para que possamos acrescentar às dicas durante o bimestre.  


18 de agosto de 2015

#MulheresEPáginas A Mágica da Arrumação - Marie Kondo




A Mágica Da Arrumação - A mágica da arrumação se tornou um fenômeno mundial por apresentar uma abordagem inovadora para acabar de vez com a bagunça. Aos 30 anos, a japonesa Marie Kondo virou celebridade internacional, uma espécie de guru quando o assunto é organização. Seu método é simples, porém transformador. Em vez de basear-se em critérios vagos, como “jogue fora tudo o que você não usa há um ano”, ele é fundamentado no sentimento da pessoa por cada objeto que possui. O ponto principal da técnica é o descarte. Para decidir o que manter e o que jogar fora, você deve segurar os itens um a um e perguntar a si mesmo: “Isso me traz alegria?” Você só deve continuar com algo se a resposta for “sim”. Você vai descobrir que grande parte da bagunça em sua casa é composta por coisas dispensáveis. Prático e eficiente, este método não vai transformar apenas sua casa – ele vai mudar você. Rodeado apenas do que ama, você se tornará mais feliz e motivado a criar o estilo de vida com que sempre sonhou.

O post demorou mais do que eu previa para sair, mas este é o livro lido para o bimestre passado no Desafio Literário Mulheres e Páginas, eu que tínhamos que escolher uma autora polivalente. E a japonesa Marie Kondo, de A Mágica da Arrumação foi a minha escolha - por ser referência no assunto "organização" (ela é consultora e palestrante), e uma das pessoas mais influentes do mundo, segundo a TIME.

A princípio, preciso adiantar de que o livro é muito simples, e a linguagem adotada muito tranquila. Não espere encontrar aqui nada muito aprofundado a respeito de organização e técnicas japonesas milenares, nem expressões rebuscadas em parágrafos longos.

Mas Kondo me ganhou por sua simpatia. Após pesquisar um pouco sobre a mulher que diz que "as meias não devem ser guardadas em rolinhos e sim estiradas, porque precisam 'descansar' após um dia de trabalho", resolvi dar uma chance ao método. Só por essa "doideira" inicial.

Embora eu seja uma pessoa "desapegada", o método me pareceu muito radical. Então, não sei se qualquer pessoa se sairia bem com ele. Quem é extremamente ligado a objetos, memórias, etc., pode ter um ataque de nervos durante a leitura. No entanto, olha só: para mim funcionou mesmo.

Duas dicas principais no método "Konmari" precisam ser seguidas à risca: só manter em casa aquilo que lhe traz lembranças e sensações boas (e que você ainda usa), e fazer a organização toda de uma vez.

Em julho, após terminar a leitura, testei.

No primeiro dia de arrumação, apenas roupas. E Kondo diz que é necessário reunir tudo de uma vez só, num só lugar. Eu sempre fui daquelas pessoas que organiza aos pouquinhos e, talvez por isso, estivesse sempre trabalhando, arrumando e com a mesmíssima quantidade de coisas nos armários.

Mas desta vez foi diferente. Entreguei para a doação muito mais roupa do que costumaria fazer de outro modo. Tudo o que estava sem usar há séculos e roupas que já não me traziam alegria alguma se foram.

Parece uma grande bobagem, mas até o "ar" do quarto ficou diferente; mais "leve".

No segundo dia fui aos livros. Como já contei para vocês nesse post aqui, não sou de ficar guardando muitos volumes em casa. Essa fase de sonhar com uma biblioteca imensa já passou. Eu doou, empresto, troco, não tenho medo de deixar a literatura fluir. Mas, ainda assim, a estante continuava abarrotada.

Aqui doeu um pouco: mesmo sabendo que não iria reler aquele volume eu não conseguia me desfazer sem sentir uma dorzinha no peito. Alguns títulos estavam comigo apenas por estar, por serem de determinado autor e, vejam só, eu ainda guardava comigo livros nunca lidos. Mesmo comprados ou ganhados há mais de cinco anos.

E aí foram mais de 56 livros embora.

Apesar do estranhamento inicial, a sensação de olhar para as prateleiras e só ver os que eu realmente amo e que me fazem bem, ou que contém aquela dedicatória especial não tem preço. Parece uma grande bobagem, de novo, mas foi "libertador".

Algumas afirmações da moça me pareceram exageradas e até mesmo absurdas; então adaptei tudo aquilo para que fizesse sentido em minha vida. Por exemplo, ela usa muito a expressão "jogar no lixo", ao invés de "doar para outra pessoa ou instituição", coisa que me agrada mais. E com relação aos presentes, a meu ver, existem determinados tipos que precisam ser guardados.

Ainda assim, se você deseja um método realmente eficaz de se reeducar a aprender a viver apenas com o que precisa, de verdade, esse aqui é o caminho. Mesmo que num primeiro momento você considere ser menos radical do que dona Marie propõe. 

Para finalizar, deixo aqui o link para esse texto ótimo da Martha Medeiros que ilustra bem o quanto é necessário SER, muito mais do que TER: "Vende-se tudo".

Bom

Por Eliana Lee



Ficha Técnica
A Mágica da Arrumação - A arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida
Autora: Marie Kondo
Ano: 2015
Páginas: 160
Editora: Sextante
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...